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Comprar imóvel em Portugal sendo estrangeiro: provas, papelada e armadilhas

Portugal está aberto a compradores estrangeiros, e o próprio processo de compra é bastante simples. O atrito surge antes: conseguir que os agentes o levem a sério quando os seus fundos estão num banco estrangeiro e não têm como o distinguir de alguém a ver anúncios ao domingo. Aqui fica o que esperar e como conseguir a atenção — e as visitas.

Primeiro, o básico de que vai precisar

Um NIF (número de contribuinte português) — necessário para realizar a transação. Os não residentes costumam nomear um representante fiscal para o obter.

Uma conta bancária portuguesa. Não é estritamente obrigatória para comprar, mas torna o sinal, os impostos e os custos correntes muito mais simples.

Um advogado ou solicitador. É fortemente aconselhável ter representação jurídica independente — faz a devida diligência, verifica o registo e as licenças do imóvel, e protege-o na fase do contrato-promessa.

Os passos da compra, em resumo

A reserva, depois o contrato-promessa (contrato de promessa de compra e venda, ou CPCV), momento em que um sinal — muitas vezes 10% — muda de mãos e ambas as partes ficam comprometidas. A escritura conclui a venda perante um notário. Preveja no orçamento o IMT (imposto de transmissão), o imposto do selo, e os custos de notário/registo para além do preço.

O verdadeiro problema: ser levado a sério

Se o seu dinheiro está no estrangeiro, os agentes não têm forma fácil de saber que é um comprador genuíno, por isso os interessados sérios e os curiosos parecem-lhes idênticos. O resultado são respostas lentas e visitas que nunca se concretizam. O que muda isso é a prova — de quem é, e de que os fundos são reais e estão disponíveis — apresentada antes da primeira visita.

Não precisa de revelar o seu saldo exato para isto. Provar que existem fundos suficientes para a compra, como um escalão e não um valor, chega para o fazer passar de «talvez» a «mostrem o imóvel a esta pessoa».

Uma fronteira clara: isto não é conformidade regulatória

Provar que é um comprador sério não é o mesmo que conformidade de combate ao branqueamento de capitais (AML) ou de conhecimento do cliente (KYC). Essas são obrigações que a agência e o notário têm, e farão as suas próprias verificações à origem dos fundos na fase apropriada. Mostrar identidade verificada e fundos disponíveis à partida serve apenas para o levarem a sério — não substitui, e não deve ser apresentado como, conformidade regulatória.

A Casaporte transforma a sua identidade e os fundos disponíveis num perfil de comprador verificado — identidade confirmada e um escalão de fundos (nunca o seu saldo) — que partilha com qualquer agência para ser levado a sério antes da primeira visita. Não é conformidade AML nem KYC. Grátis.

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